Bahia...

Cantada em prosa e verso, a Bahia é, decididamente, a Terra da Felicidade, como a descreveu Ary Barroso, na música Na Baixa do Sapateiro. Mas porque será que a Bahia encantou a encanta a tanta gente? A resposta só pode ser dada por quem conhece a Bahia, suas belezas naturais, mas também a sua cultura e a sua gente, frutos da miscigenação do índio, do europeu e do africano, que aqui se ligaram, gerando uma energia mágica, envolvente e misteriosa.

Não foram poucos os que tentam traduzir em palavras essa magia. O certo é que a Bahia é tudo que já falaram dela e muito mais. Se for possível sintetizar esse sentimento a palavra mais próxima seria diversidade. A Bahia é indígena, negra, branca, mulata, cafusa e mameluca. É católica, evangélica e também dos cultos afro-descendente, do candomblé e das 365 igrejas, é de toda fé. A Bahia é pop, é reggae, é rock e axé. É barroca, neoclássica e moderna. É sol e mar e também do sertão. Da Cidade Alta e Baixa e é rural. É de rapel, mas também do golfe, do canyoning, da canoagem e do mergulho. Enfim, a Bahia é muito mais!

Por tudo isso, é que os baianos vivem a repetir o simbólico verso de Dorival Caymmi: Você já foi a Bahia, nega? Não, então vá, então vá, então vá...

 

Nossa Gente

O povo da Bahia é fruto miscigenação do índio nativo, do europeu e do africano. Somos um povo mestiço de característica singulares expressas na cultura e na religiosidade. O baiano é, por natureza e excelência, hospitaleiro, acolhedor, simpático e festeiro.

O processo de miscigenação teve início ainda na época do descobrimento, quando os portugueses aqui fincaram raízes e com as índias nativas formaram suas famílias. O ciclo prosseguiu com a vinda dos escravos africanos de várias etnias.

 

 

 

Belezas Naturais

A Bahia é também palco de cenários de rara beleza, onde a natureza reina absoluta e agracia os visitantes com todo o seu encanto; um verdadeiro toque dos deuses no Nordeste brasileiro. De norte a sul e de leste a oeste, a paisagem transforma a Bahia em um lugar especial. Veja alguns exemplos:

Trata-se do tipo de turismo que oferece a presença conjunta de água, sol e calor.A combinação desses elementos constitui-se o principal fator de atratividade, ocasionada especialmente por temperaturas quentes ou amenas propícias à balneabilidade. Apesar das datas oficiais, na verdade o Verão é uma estação que começa bem antes de dezembro na Bahia. Nesta terra, o sol reina na maior parte do tempo e o clima é aprazível o ano inteiro. Confira abaixo as praias que compõem a nossa extensa costa.

Quedas d’água hipnotizantes em meio a matas veladas, que guardam uma fauna e flora de rara beleza. Mais do que admirar, a grande pedida é aproveitar as atrações, em um cardápio variado, ao gosto do visitante: com banhos relaxantes, escorregadeiras naturais, tirolesas e aventuras de rapel sob o sol brilhante da terra de todos os santos.

A Chapada Diamantina concentra o maior acervo de grutas e cavernas da Bahia. Entre paredões rochosos, vales e chapadões, em meio à mata cerrada, as grutas guardam verdadeiras esculturas naturais, lagos e quedas d’água em cenários paradisíacos.  Munidos de lanternas e acompanhados de um guia local, a pedida para os vistantes é desbravar estas belezas da natureza, encravadas no coração da Bahia. A Gruta Azul, onde os raios de sol brincam sob o espelho de águas cristalinas, refletindo tons azulados; o vasto sítio arqueológico da Gruta dos Ossos; a Gruta do Lapão, entre as maiores de quartzo da América Latina; e a vasta extensão da Gruta dos Brejões são apenas uma amostra da diversidade do ecoturismo local, regado a preciosidades históricas e naturais.

 

Cultura

Pátria da diversidade cultural, a Bahia apresenta o seu tabuleiro de roteiros turísticos e viagens por dentro da História do Brasil. De igrejas seculares ao artesanato típico das cidades do interior, da crença diversificada de seu povo mestiço aos mitos e ritos do folclore local, o estado se abre em um verdadeiro mosaico de atrativos para quem deseja desvendar a Bahia em toda a sua graça e poesia.

Terra dos orixás, patuás e babalorixás; Terra de culto a Todos os Santos; a Bahia é também a Terra de todos os ritos e mitos. As diversas expressões folclóricas ostentam a riqueza do imaginário popular. Rodas de samba, Puxadas de Mastro, Capoeira, Ternos de Reis, Bumba-meu-boi, Afoxé e tantas outras colorem, animam e exibem a fé inabalável do baiano por toda a capital e interior. Um mosaico de festejos e celebrações às crenças de origem africana, indígena e portuguesa, ao tempero singular da baianidade.

 

Festas Populares

A Bahia é uma festa o ano todo. Os festejos populares se sucedem, concentrados no Verão, mas se estendendo por todo o ano, incluindo as festas juninas. As manifestações folclóricas, de diversas origens se proliferam com exibições ao ar livre de capoeira, maculelê e samba-de-roda. Milhares de pessoas vão às ruas celebrar os santos padroeiros. Além de popular, essas festas se caracterizam pelo sincretismo religioso e pela mistura de elementos sagrados e profanos.

Toda a fé do baiano se manifesta no ciclo de festas populares, desde as comemorações dos orixás do candomblé, quando todos os terreiros da cidade batem seus tambores para seus filhos-de-santo dançarem, até as festas da religião católica, que ganham um cunho profano com muito samba-de-roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas.

Esse clima de festa impregna toda a cidade, desde a manhã até a noite, mas no início de dezembro, a programação se intensifica. O ciclo tem início no dia 4 de dezembro, com a Festa de Santa Bárbara, e tem seu ápice da Lavagem do Bonfim, na Festa de Iemanjá e no Carnaval. Atualmente, as mais tradicionais são: Bom Jesus dos Navegantes, Lavagem do Bonfim e Iemanjá

 

Gastronomia

O dendê vindo da África empresta seu sabor peculiar ao azeite que dá gosto às moquecas, mariscadas, caruru, acarajé e abará. Acompanhados da tradicional caipirinha ou da refrescante água de coco, os pratos presenteiam os olhos, seduzem o olfato e se desmancham ao paladar. É de dar “água na boca”.

O sertão reserva novas misturas, aguça novos sabores e endossa o tempero da culinária baiana. Carne seca, pirão, mingau, cuscuz, bolos e doces variados de todas as frutas dão o tom da mesa farta do sertanejo.

A Bahia é uma festa de cores e sabores. Às receitas milenares de tribos indígenas e à rusticidade improvisada nas senzalas dos escravos africanos, somou-se a fineza e o requinte da cozinha real portuguesa. É satisfação para todos os gostos. E bom apetite!

fonte: www.bahia.com.br

 

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